Animador, professor, trans: veja quem são os suspeitos de crimes sexuais contra crianças presos em AL

Entre os dias 13 e 16 de abril, seis pessoas foram presas suspeitas por abuso sexual contra menores no estado. Eles também armazenavam e divulgavam imagens e vídeos das crianças.

Foto: Arte g1

Alagoas registrou, entre os dias 13 e 16 de abril, a prisão de seis pessoas suspeitas de estupro de vulnerável ou de envolvimento com armazenamento e divulgação de imagens de abuso sexual contra menores. Entre os investigados estão um animador de festas infantis, um professor de educação física, um tatuador e uma mulher trans.

De acordo com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Sinesp), somente nos dois primeiros meses deste ano o estado contabilizou 104 casos de estupro de vulnerável.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados oficialmente. As informações reunidas são baseadas em dados das polícias Civil e Militar, além da defesa dos investigados.

Até o momento, não há confirmação de ligação entre os casos, mas a polícia investiga a possibilidade de atuação de uma rede criminosa.

Animador de festas infantis

Um animador de festas infantis, de 42 anos, foi preso no dia 13 de abril no bairro Antares, em Maceió, suspeito de exploração sexual infantil. Ele é alagoano e tinha mais de 11 mil seguidores nas redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, há suspeita de que ele tenha abusado sexualmente de uma sobrinha. O caso segue em investigação.

O homem foi detido após mandado expedido pela 14ª Vara Criminal da Capital. Ele já tinha antecedentes por estupro de vulnerável e era procurado por envolvimento em crimes relacionados à comercialização, distribuição e troca de material de exploração sexual infantil.

De acordo com a delegada Talita Aquino, o acesso facilitado a crianças, devido à profissão, agrava a situação.

"Existe a suspeita de que ele tenha abusado sexualmente de uma sobrinha, mas a PC ainda investiga se isso procede. Não há informações de como o animador de festas agia, mas o que torna a situação preocupante é que, por conta da profissão, ele tinha acesso muito fácil às vítimas, inclusive tendo realizado inúmeras festas ao longo dos anos", explicou a delegada Talita Aquino

Professor

No dia 16 de abril, um professor de educação física, de 64 anos, foi preso durante operação do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), suspeito de pedofilia.

Natural de Murici, ele foi detido na própria cidade. As vítimas seriam alunos do professor.

A defesa informou que o profissional atua há 34 anos na área e não possui antecedentes criminais. No momento da prisão, ele trabalhava na Escola Municipal Pedro Tenório Raposo.

A prefeitura de Murici não informou se o vínculo do professor com a escola é efetivo ou comissionado.

Tradutor

Um jovem de 26 anos foi preso também no dia 16 de abril, no bairro da Jatiúca, em Maceió, suspeito de armazenar e divulgar material de abuso sexual infantil.

Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por compartilhar imagens envolvendo a enteada, de 11 anos, além de outra criança.

A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça da Paraíba.

Caso PAM Salgadinho

Um homem de 49 anos foi preso em flagrante no Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho, no bairro do Poço, em Maceió.

Ele é suspeito de fotografar partes íntimas de uma criança de 10 anos dentro da unidade de saúde. Testemunhas perceberam a ação e o detiveram até a chegada da Polícia Militar.

Mulher trans

Uma mulher trans, de 42 anos, foi presa no dia 16 de abril, em Porto Real do Colégio, suspeita de armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantojuvenil.

De acordo com as investigações, cerca de 600 arquivos foram encontrados com a suspeita.

A polícia não forneceu mais informações sobre o preso em Palmeira dos Índios, e o g1 tenta contato com a defesa dele.

Por Lucas Leite, g1 Alagoas
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