O ambiente influencia quem somos, mas não precisa decidir quem vamos nos tornar.
O ser humano é moldado pelo ambiente em que vive. Pessoas, experiências, opiniões e ideias influenciam a maneira como enxergamos o mundo e, principalmente, a nós mesmos.
Com o tempo, essas influências criam uma espécie de moldura mental. Ela determina o que consideramos normal, possível e importante.
Uma pessoa constantemente cercada por críticas pode aprender a duvidar de si. Outra, exposta a incentivo e desafios, pode desenvolver confiança.
A situação muda. A percepção também.
O problema surge quando começamos a viver de acordo com aquilo que os outros esperam de nós. A opinião alheia passa a pesar mais do que a nossa própria vontade. Uma crítica vira insegurança. Uma rejeição vira identidade. A necessidade de aprovação começa a controlar decisões.
É nesse ponto que precisamos entender uma coisa: nem tudo merece a nossa atenção.
Não controlamos o que as pessoas pensam, o que dizem ou todas as situações que enfrentamos. Controlamos, porém, o espaço que damos a essas coisas dentro da nossa cabeça.
Ligar o “foda-se” não significa deixar de se importar com tudo. Significa saber o que merece importância.
Algumas críticas precisam ser ouvidas. Outras precisam ser ignoradas. Algumas pessoas acrescentam. Outras apenas ocupam espaço. Alguns ambientes nos fazem crescer. Outros nos mantêm presos a uma versão de nós mesmos que já não existe.
O ambiente nos molda, mas não precisa nos definir.
Mudar quem está ao nosso redor, questionar ideias antigas e escolher melhor aquilo que merece nossa energia também é uma forma de construir quem queremos ser.
No fim, maturidade não é se tornar indiferente.
É aprender a escolher com o que vale a pena se importar.

